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Giuliana Miranda | 23/06/2009
Transformar o planeta em um lugar melhor para viver, ajudando quem precisa e preservando o meio ambiente é objetivo de cada vez mais meninas no Brasil e no mundo. Antenadas, as ativistas teen sabem que podem fazer a diferença e colocam a mão na massa desde cedo por um mundo melhor. Em casa, na escola, em associações ou mesmo pela tela do computador, elas levam a sério o compromisso de que cada um deve fazer a sua parte – e não é nem preciso abrir mão de todo o resto, como estudos e diversão. É o caso da estudante Érica Santos, 16 anos, que dá aulas de teatro para crianças carentes na ONG CriaTia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Apaixonada pelos palcos desde pequenininha, ela resolveu unir sua paixão à vontade de ajudar o próximo. “Um dia, vi uma menina de uns cinco anos vendendo balas na calçada e pensei em todas as oportunidades legais que eu tive na minha infância. Ela merecia isso também”, conta Érica. Como nunca tinha participado de nenhuma atividade voluntária, a estudante pediu ajuda a uma coordenadora de seu colégio antes de se aventurar. Dando o primeiro passo É justamente na escola que muitas das ativistas dão seus primeiros passos. No Brasil, não costuma acontecer, mas, em outros países, é bastante comum que o trabalho social conte pontos para nota. Nos Estados Unidos, por exemplo, trabalhos voluntários e de caridade são levados tão a sério pelas instituições de ensino que influem até na hora de o aluno entrar para a universidade. A cantora e atriz Demi Lovato apoia a Cruz Vermelha americana (Reprodução) Por aqui, mesmo não sendo obrigatórias, alguns colégios brasileiros incentivam essas atividades. Foi assim que Julia Alves, 18 anos, começou a fazer a sua parte. Ex-aluna do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, ela descobriu na escola várias maneiras de ajudar o próximo e a natureza. “Podemos ajudar creches, arrecadar roupas e alimentos... O Brasil tem tanta gente precisando de ajuda e tantas florestas precisando de cuidados que sempre se pode fazer alguma coisa”, opina Julia. E quem pensa que essa história de ativismo é papo cabeça, coisa séria demais, está muito enganada. Além de contribuir para tornar o mundo um lugar melhor, temos a oportunidade de aprender várias coisas novas com pessoas interessantes e igualmente preocupadas em fazer a diferença. Solidariedade via Orkut, messenger, Twitter e afins O tempo em que ajudar o próximo era só arrecadar fundos para alguma instituição de caridade ficou mesmo para trás. Orkut, MSN e Twitter são só algumas das ferramentas que Fabiana Pinho, de 15 anos, usa quando quer ajudar o próximo. Ela não é voluntária de nenhuma ONG, mas faz questão de divulgar notícias sobre o meio ambiente e problemas sociais para sua rede de amigos. “Pode não ser muito, mas, se eu conseguir chamar a atenção de pelo menos um dos meus colegas, já vou estar ajudando a Terra”, acredita a jovem. Para contribuir com o meio ambiente, a gaúcha Fernanda Vasconcelos Torres, de 25 anos, também não precisa sair de casa. E nem descer do salto. Ela comanda, desde 2007, o blog Eco Trends & Tips, que traz dicas e notícias de moda, design e arquitetura ecológicos e sustentáveis. “Falar de consumo consciente não precisa ser algo tão distante do universo de quem está acostumado a ler sobre o que as celebridades estão vestindo, as novidades da moda para a próxima estação ou como deixar a casa mais confortável e bonita. Você pode ter tudo isso cuidando do meio ambiente. E tornar essa ideia clara - sem ser radical - talvez seja a principal colaboração do blog. Ser 'eco-friendly' ('amiga da natureza') também é fashion”, garante Fernanda. No Brasil, há mais de 338 mil organizações não-governamentais, segundo o IBGE. Ou seja, o que não falta é lugar para ajudar. Mas, antes de sair por aí salvando o planeta, é preciso planejamento. Principalmente para que a nova atividade não atrapalhe os estudos e nem o tempo dedicado ao lazer e às amigas. “Ninguém precisa deixar de ir ao cinema ou tirar nota baixa na prova porque ficou fazendo trabalho voluntário”, adverte a coordenadora da ONG CriaTia, Glória Nunes. Envolva-se você também! E então, ficou com vontade de participar também? Selecionamos algumas dicas para você começar a fazer sua parte para melhorar o planeta: - Reflita: analise com calma o tempo que você pode ou que vai estar disposta a dedicar a essas atividades. Pense com carinho sobre seus gostos e preferências, assim como no tipo de trabalho que gostaria de realizar. Quem faz o que gosta tem mais prazer em ajudar. - Pesquise: antes de se comprometer com uma causa ou organização, investigue com calma o histórico e as ações dessas entidades. Converse com quem já participou e se informe sobre as diferentes maneiras de ajudar. Afinal, você não quer assumir um compromisso com um grupo e, logo depois, desistir da ideia porque o trabalho era diferente do que você imaginava, não é mesmo? O site Portal do Voluntário tem informações detalhadas sobre várias ONGs do país. Informe-se! - Divida o seu tempo: participar de uma atividade complementar, como o voluntariado, exige atenção redobrada com os estudos. Cuidado para não se empolgar, exagerar na dose e prejudicar suas notas. - Fique ligada: para incentivar a participação dos jovens na discussão sobre os rumos do planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) acredita, justamente, na atuação de outros jovens. Por isso, uma vez por ano, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil realiza um curso intensivo de um mês – sempre no período de férias escolares - onde os estudantes aprendem sobre a instituição, os esforços para manter a paz mundial e a importância dos direitos humanos. Depois do intensivo, eles criam projetos baseados no que aprenderam e visitam turmas do ensino fundamental de escolas públicas, passando adiante as coisas mais legais que aprenderam. Tá a fim? Clique aqui e acesse o site!
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